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Alternativa InitCap. Upper e Lower no lugar certo.

Fala PessoALL,

Hoje falaremos de manipulação/formatação de strings, com o uso da boa e velha função InitCap do Oracle.
Acho que muitos de nós já nos deparamos com este tipo de problema, temos no nosso banco, uma determinada descrição gravada da forma que o usuário achar mais bonito! Ou seja, sem ter um padrão para gravação. Para gravar a frase: “Este blog é uma beleza”, por exemplo, podemos ter de várias formas:

– Este blog é uma beleza
– ESTE BLOG É UMA BELEZA
– EsTe BlOg É uMa BeLeZa (vai que o usuário é internetês)

Entre muitas outras formas. Porém na hora de fazermos um relatório, gostaríamos muitas vezes que nosso relatório mantenha um padrão de exibição da descrição, fica no mínimo estranho que tenhamos uma frase maíuscula, outra minúscula, outra mesclada, etc… para isso o Oracle nos dá uma função chamada InitCap.

Esta função nos dá a possibilidade de padronizar a nossa descrição, ela coloca maiúscula todas as primeiras letras das palavras da frase, por exemplo:

– Este Blog É Uma Beleza

Só que este ainda não é o padrão que utilizamos para escrever, apenas as primeiras letras da primeira palavra da frase é que são maiúsculas. Todas as demais são minúsculas, ficando a frase assim:

-Este blog é uma beleza

Bem mais bonito não??

Pensando nesse problema, vamos deixar de blábláblá e vamos a prática!

Eu desenvolvi uma função, a pedido do meu amigo Marcos Castro, que faz exatamente isso que queremos, ela só coloca maíuscula a primeira letra da primeira palavra de uma nova frase, ou seja, o que vem depois do ponto, como costumamos fazer no nosso dia-a-dia, como mostrado no exemplo acima.

Segue a função:


create or replace function initcapmc(p_str varchar2) return varchar2 is
v_carac_anterior varchar2(1);
v_carac_atual varchar2(1);
v_retorno varchar2(32767);
begin
--Atribui o primeiro caractere como maiúsculo.
v_retorno := upper(substr(p_str,1,1));

--Varre a string a partir da segunda posição
for i in 2..length(p_str) loop
--Recupera o caractere que está sendo analisado
v_carac_atual := substr(p_str,i,1);

--Se o caractere analisado anteriormente foi um ponto, vai colocar maiúsculo
if(v_carac_anterior = '.') then
v_retorno := v_retorno || upper(v_carac_atual);
else
v_retorno := v_retorno || lower(v_carac_atual);
end if;

--Atribui o caractere já processado como sendo o anterior, para a proxima execucao. Ignora espaco.
if(trim(v_carac_atual) is not null) then
v_carac_anterior := v_carac_atual;
end if;
end loop;

return v_retorno;

end;

Espero que gostem… em caso de bugs, favor informar.

Atc.
Gerson Júnior
(gerson.vasconcelos@gmail.com)

Oracle – Sinônimos públicos (public synonyms). Quando devo usar?

Fala PessoALL,

Depois de muito tempo sem escrever, vamos nós de novo!

Tenho me deparado sempre com dúvidas de desenvolvedores quanto ao uso de sinônimos públicos. Devemos usar? Não devemos? Cria pra todos os objetos? Não cria? Vamos tentar de uma vez por todas desvendar esse mistério de public synonym no Oracle.

Bom, sinônimos, como bem sabemos são palavras que tem o mesmo significado… isso no português! No Oracle, sinônimo é um pouco diferente, porém sendo um pouco igual! Confuso não? Rs. Vamos simplificar!

No Oracle o sinônimo público (public synonym) é um objeto de banco, cujo dono é PUBLIC (ou seja, todo mundo) que “aponta” para um outro objeto de um determinado schema. Como se fosse uma espécie de link. Por exemplo:

Imagine que você tem uma tabela no schema DONOSIS chamada MINHATABELA. Caso algum usuário que não seja DONOSIS deseje executar um select nesta tabela, você faz o seguinte comando: select * from donosis.minhatabela, mas e se eu não quiser colocar o dono do objeto na frente? Seja para que meus usuários não saibam quem é o dono dos objetos (questões de segurança), seja para que eu simplifique a codificação? Aí eu uso o sinônimo público! Eu crio um sinônimo púbico chamado MINHATABELA que aponta para o objeto de banco: DONOSIS.MINHATABELA. O código para criação é:

create or replace public synonym MINHATABELA for DONOSIS.MINHATABELA;

Após a criação deste sinônimo público, qualquer usuário do banco que executar o select select * from MINHATABELA; conseguirá de forma transparente acessar a tabela MINHATABELA do schema DONOSIS sem nem saber que ela se encontra neste schema! Simples não?

Isso pode ser utilizado para qualquer objeto de banco, como: Views, Procedures, Functions, Packages, Tables, etc.

Claro que para que o acesso ao objeto seja concluído, o usuário que está acessando tem que possuir privilégio no objeto de destino. Ou seja, mesmo com sinônimo público, os privilégios que foram concedidos no objeto de destino continuam funcionando normalmente.

Vantagens?
Simplicidade de codificação (não precisa colocar o nome do dono do objeto na frente).
Transparência de propriedade (não se sabe quem é o dono do objeto).
Simples modificação de objetos (você pode mudar o dono dos objetos, sem impacto algum).

Quando não usar?
Quando o objeto só será utilizado pelo próprio dono. Por exemplo: Se nossa tabela MINHATABELA fosse utilizada apenas por objetos do schema DONOSIS, não tinhamos a menor necessidade de ter um sinônimo, o objeto sendo do próprio schema, não precisamos colocar o schema na frente!

Erros mais comuns:
ORA-01775 loop chain of synonyms – Este erro ocorre geralmente quando ocorre algum problema com o objeto destino que o sinônimo aponta, por exemplo: Se for uma procedure que está inválida; Se for uma tabela que não existe; algo do tipo!

É isso pessoal, espero que tenha ficado claro como funciona e para que serve os sinônimos públicos (public synonym). Por enquanto é só!

Qualquer coisa, basta entrar em contato.

Atc.
Gerson Júnior
gerson.vasconcelos@gmail.com

Função de grupo para multiplicar, SUM -> MULT

Fala pessoal,

Recebi um email de um leitor solicitando uma solução para que fosse desenvolvida uma função semelhante ao SUM, já nativo do banco de dados Oracle, só que fizesse multiplicação e não soma, como o SUM faz atualmente!

Por exemplo:

Tabela: FATORIAL
Campo: VALOR

Valor
5
6
3
2
3

Portanto, se usarmos o SUM, teriamos um resultado assim: 5 + 6 + 3 + 2 + 3 = 19
O pretendido é: 5 * 6 * 3 * 2 * 3 = 540

A sugestão que dei foi: Criar uma função própria que faça a multiplicação dos valores. A implementação/testes ficou assim:


SQL> --Cria tabela
SQL> create table fatorial(campo1 number, valor number);
Tabela criada.
SQL> --Insere valores
SQL> insert into fatorial values (1,2);
1 linha criada.
SQL> insert into fatorial values (1,3);
1 linha criada.
SQL> insert into fatorial values (2,4);
1 linha criada.
SQL> insert into fatorial values (2,4);
1 linha criada.
SQL>

Em seguida criamos a seguinte function:


SQL> create or replace function mult_vals(p_filtro number) return number is
2 v_retorno number;
3 begin
4 v_retorno := 0;
5 for i in (select valor from fatorial where campo1 = p_filtro)
6 loop
7 if (v_retorno = 0) then
8 v_retorno := 1;
9 end if;
10 v_retorno := v_retorno*i.valor;
11 end loop;
12 return v_retorno;
13 end;
14 /
FunþÒo criada.
SQL>

E depois é só testar:


SQL> select campo1, mult_vals(campo1)
2 from fatorial
3 group by campo1;
CAMPO1 MULT_VALS(CAMPO1)
---------- -----------------
1 6
2 16
SQL>

Funcionou como uma luva não?

É isso, o que não tem nativo a gente faz!
Neste caso fiz algo bem específico, só pra atender a necessidade que nosso leitor precisava, mas podemos pensar em algo mais genérico, se necessário! Usando SQL Dinâmico, passando nome do campo a ser multiplicado e nome da tabela! Fica a sugestão!

Agradecendo ao nosso leitor Rodrigo Vieira pela solicitação!!

Grande abraço, espero que gostem.

Guida de referência de SQL Básico

Fala pessoAll,

Com a contribuição do nosso amigo e leitor Robson Cristovão, está aí um guia básico de SQL que pode ser bastante útil para quem está começando no mundo SQL e tem algumas dúvidas quanto ao uso e sitaxe de alguns comandos SQL! Fica a dica!

AND | OR:
SELECT nome_coluna(s)
FROM nome_tabela
WHERE condiçao
AND | OR condiçao

ALTER TABLE (add coluna):
ALTER TABLE nome_tabela
ADD nome_coluna datatype

ALTER TABLE (drop column):
ALTER TABLE nome_tabela
DROP COLUMN nome_coluna

AS (alias for column):
SELECT nome_coluna AS coluna_apelido
FROM nome_tabela

AS (alias for table):
SELECT nome_coluna
FROM nome_tabela AS tabela_apelido

BETWEEN:
SELECT nome_coluna(s)
FROM nome_tabela
WHERE nome_coluna
BETWEEN valor1 AND valor2

CREATE (database):
CREATE DATABASE nome_base_de_dados

CREATE (index):
CREATE INDEX nome_indice
ON nome_tabela (nome_coluna)

CREATE (table):
CREATE TABLE nome_tabela(
nome_coluna1 tipo_dado,
nome_coluna2 tipo_dado,...)

CREATE (unique index):
CREATE UNIQUE INDEX nome_indice
ON nome_tabela (nome_coluna)

CREATE (view):
CREATE VIEW nome_da_view AS
SELECT nome_coluna(s)
FROM nome_tabela
WHERE condiçao

DELETE:
DELETE FROM nome_tabela
OU
DELETE FROM nome_tabela
WHERE condiçao

DROP (database):
DROP DATABASE nome_base_de_dados

DROP (index):
DROP INDEX nome_tabela.nome_indice

DROP (table):
DROP TABLE nome_tabela

GROUP BY:
SELECT nome_coluna1,SUM(nome_coluna2)
FROM nome_tabela
GROUP BY nome_coluna1

HAVING:
SELECT nome_coluna1,SUM(nome_coluna2)
FROM nome_tabela
GROUP BY nome_coluna1
HAVING SUM(nome_coluna2) valor_da_condiçao

IN:
SELECT nome_coluna(s)
FROM nome_tabela
WHERE nome_coluna
IN (valor1,valor2,..)

INSERT:
INSERT INTO nome_tabela
VALUES (valor1, valor2,....)
OU
INSERT INTO nome_tabela
(nome_coluna1, nome_coluna2,...)
VALUES (valor1, valor2,....)

LIKE:
SELECT nome_coluna(s)
FROM nome_tabela
WHERE nome_coluna
LIKE padrao

ORDER BY:
SELECT nome_coluna(s)
FROM nome_tabela
ORDER BY nome_coluna [ASC | DESC

SELECT:
SELECT nome_coluna(s)
FROM nome_tabela

SELECT (all):
SELECT * FROM nome_tabela

SELECT (distinct):
SELECT DISTINCT nome_coluna(s)
FROM nome_tabela

SELECT (into - usado para criar cópias auxiliares das tabelas):
SELECT * INTO new_nome_tabela
FROM original_nome_tabela
OU
SELECT nome_coluna(s)
INTO new_nome_tabela
FROM original_nome_tabela

TRUNCATE:
TRUNCATE TABLE nome_tabela

UPDATE:
UPDATE nome_tabela
SET nome_coluna=novo_valor
[, nome_coluna=novo_valor]
WHERE nome_coluna = algum_valor

WHERE:
SELECT nome_coluna(s)
FROM nome_tabela
WHERE condiçao

Espero que gostem.

Atc.
Gerson Júnior
gerson.vasconcelos@gmail.com

Dica: Como descobrir quem referencia uma coluna?

Fala PessoAll,

A dica de hoje é a respeito do seguinte…

Muitas vezes temos a necessidade de fazer algumas alterações nas nossas tabelas, nosso modelo, etc. E aí precisamos levantar quais tabelas recerenciam uma determinada tabela ou coluna, quais as filhas dessas colunas, quais as foreign key que fazem referência a elas e etc.

Aí, podemos usar o seguinte select:


select distinct c.table_name
from dba_constraints c,
dba_cons_columns cc
where c.constraint_type = 'R'
and cc.owner = c.owner
and cc.constraint_name = c.r_constraint_name
and cc.owner = &SCHEMA
and cc.table_name = &TABELA
and cc.column_name = &COLUNA

Claro que temos que mudar os parâmetros &SCHEMA, &TABELA e &COLUNA, para recuperar as tabelas que são filhas da tabela que você deseja.

Exemplo fica melhor não? Vamos lá:

Eu preciso descobrir quais as tabelas que fazem referência a alguma coluna da tabela SOURCE, para tal fazemos o seguinte select:


SQL> select DISTINCT C.TABLE_NAME
2 from dba_constraints c,
3 dba_cons_columns cc
4 where c.constraint_type = 'R'
5 and cc.owner = c.owner
6 and cc.constraint_name = c.r_constraint_name
7 and cc.owner = 'ORABUGIT'
8 and cc.table_name = 'SOURCES'
9 /
TABLE_NAME
------------------------------
PEOPLE_EQUIPS

Como podemos ver, obtemos como resposta a tabela PEOPLE_EQUIPS, portanto podemos ver que nesta tabela tem alguma coluna que referencia através de foreign key uma coluna da tabela SOURCE.

Espero que a dica seja útil!!

Abraços.

Atc.
Gerson Júnior
gerson.vasconcelos@gmail.com

Potência / Expoentes em SQL e PL/SQL – Oracle

Fala Pessoal,

Hoje vai mais uma dica de SQL e PL/SQL.

Até o dia de hoje, eu nunca tinha necessitado usar expoente no SQL / PL/SQL, nunca tinha pego nenhum problema em desenvolvimento que precisasse ser usado potência, expoente e tal.

Porém, hoje uma amiga desenvolvedora, Leilah, precisou dessa funcionalidade e aí discutimos um pouco sobre o assunto. Descobri portanto, que no Oracle, não precisamos fazer muita conta e nem usar sintaxes esquisitas para usar potência e elevar um número a uma determinada potência, basta usarmos a função POWER, isso mesmo, funciona assim:

Exemplo SQL:

SQL> select power(2,3) from dual;
POWER(2,3)
----------
8

Neste exemplo, temos 2 elevado a 3, que nos dá 8 como resultado…

Exemplo PL/SQL:

SQL> declare
2 v_num number;
3 begin
4 v_num := power(2,3);
5 dbms_output.put_line('O numero 2 elevado a 3 é: '||to_char(v_num));
6 end;
7 /
O numero 2 elevado a 3 é: 8
Procedimento PL/SQL concluÝdo com sucesso.

Pronto pessoal, fica aí a dica de utilização de potência em PL/SQL.

Espero que gostem.

Grande abraço.

Atc.
Gerson Júnior
gerson.vasconcelos@gmail.com

Dica de SQL – Primeiro sábado do mês seguinte

Fala PessoAll,

Recebi um email do amigo Vitor Ugo sobre uma solicitação que ele havia recebido para criação de um Job.

Até aí moleza, como podemos ver no post: Job no Oracle criar um Job é fácil! Só que este Job tem uma particularidade, ele deve rodar apenas no primeiro sábado de cada mês.

Com isso, fiz a dica para Vitor, dele colocar o job para executar todo dia, e antes de chamar a procedure do job fazer um teste e identificar se era o primeiro sábado, se sim, beleza roda a procedure, senão, não faz nada! Funcionaria, porém não é uma solução das mais bonitas, porque mesmo sem fazer nada, o job executaria todos os dias.

Foi então que o Vitor desenvolveu um select, que recupera o primeiro sábado do mês seguinte, e resolveu todos os problemas.

Segue o select desenvolvido por Vitor:


select LEAST(NEXT_DAY(ADD_MONTHS(trunc(sysdate,'MM')+(8/24),1)-1,7),
next_day(ADD_MONTHS(trunc(sysdate,'MM')+(8/24),1),7)) from dual;

Neste select o “7” indica que é um sábado, caso desejem outro dia da semana, basta que vocês alterem esse número para o dia desejado!

É isso, fica aí a dica. Espero que gostem

Abraço a todos.

Atc.
Gerson Júnior
gerson.vasconcelos@gmail.com

Oracle – SQL TRACE – TKPROF

Fala PessoAll,

Estamos aqui novamente para compartilhar mais uma experiência.

Dessa vez com algo bastante básico para quem quer se especializar em performance de aplicações, que é o meu caso!!

Em alguns momentos na nossa vida de DBA nos deparamos com processos que são um tanto quanto complexos de serem analisados, por exemplo: Uma procedure que demora muito ou uma query que demora demais para retornar ou um procedimento inteiro que tem todas as querys otimizadas mas demora muito entre outras coisas. Para que possamos analisar estes tipos de problemas, temos um grande aliado que é o SQL_TRACE, ele vai gerar uma espécie de “relatório” com todas as query´s envolvidas no processamento, e nos mostrar o que cada query fez, o plano de execução de cada uma, quanto tempo demorou para rodar, quanto de CPU consumiu, quantas vezes foi executada, isso nos dá uma visão exata do que está ocorrendo, podendo ser até um erro de lógica na aplicação, onde por exemplo, devido a um erro uma determinada query é executada milhares de vezes sem necessidade.

Hoje vou mostrar como fazemos para gerar um trace de uma determinada operação no banco e como formatar este trace de forma que possamos ler e entender o passo a passo da execução. Vamos lá!

O primeiro passo é alterar a sessão que o processo vai rodar para que o trace seja gerado, isso pode ser feito com o comando:

ALTER SESSION SET SQL_TRACE=TRUE;

Após este commando, podemos executar a nossa rotina lenta, que um arquivo será gerado com o que esta rotina fez.

Begin
Nossa_Rotina_Lenta(1,4,4);
End;

Após a conclusão do processamento, devemos ir até o local onde foi gerado o arquivo, no meu caso, o arquivo é gerado no caminho: {ORACLE_BASE}adminnegraodudump

Se você tentar abrir o arquivo gerado, possivelmente não vai conseguir entender nada! Para que nosso arquivo fique legível, vamos usar um utilitário chamado TKPROF. Esse utilitário tem como objetivo interpretar o trace e deixar ele num formato legível.

O uso do TKPROF é da seguinte forma: tkprof trace.trc arquivo_saida.txt explain=usuário/senha@banco

Depois deste comando executado, no seu arquivo de saída, terá um conteúdo parecido com este:

********************************************************************************
count = Numero de vezes que o procedimento foi executado
cpu = Tempo em segundos executando pelo CPU
elapsed = Tem em segundos para execução do procedimento
disk = Numero de leituras físicas no disco
rows = Numero de linhas processadas pelo comando
********************************************************************************

SELECT COUNT(*)
FROM dual

call count cpu elapsed disk query current rows
——- —– —– ——- ——- ——- ——- ——-
Parse 1 0.02 0.02 0 0 0 0
Execute 1 0.00 0.00 0 0 0 0
Fetch 2 0.00 0.00 0 1 4 1
——- —– —– ——- ——- ——- ——- ——-
total 4 0.02 0.02 0 1 4 1

Misses in library cache during parse: 1
Optimizer goal: CHOOSE
Parsing user id: 121

Rows Row Source Operation
——- —————————————————
1 SORT AGGREGATE
1 TABLE ACCESS FULL DUAL

Neste exemplo, conseguimos ler e ver o que aconteceu com a query, além do plano de execução que ela utilizou para executar.

Depois disso é analisar as query´s mais complexas e atacar na mudança delas, em muitos casos é necessário a mudança da lógica da rotina, para que se possa ganhar alguma performance!

É isso pessoal. Espero que ajude vocês!

Atc.
Gerson Júnior
gerson.vasconcelos@gmail.com

Validando Digito Verificador Inscrição Estadual Bahia (BA)

Fala PessoAll,

Bom, como toda e boa pessoa normal, de vez em quando bate a saudade das épocas de desenvolvimento, de quebrar cabeça para fazer alguns códigos “ninja” pra resolver alguns problemas do nosso Dia a Dia (Oracle, rsrs).

Otem me deparei com a demanda de um amigo, precisando fazer uma validação do dígito da Inscrição estadual da Bahia, em PL/SQL. Vamos lá!

Primeiro passo: Pesquisar como se faz a validação do dígito verificador da inscrição estadual da BAHIA!! BAHIA!! Ninguém melhor que a Sefaz/BA pra me dizer isso. Então, fui no site da SEFAZ/BA e achei como fazer a validação, depois foi só cair no PL/SQL de cabeça e colocar pra funcionar. A página que diz como deve ser feita a validação é: http://www.sefaz.ba.gov.br/contribuinte/informacoes_fiscais/doc_fiscal/calculodv.htm.

Segue abaixo a function utilizada para fazer esta validação. Essa function retorna ‘S’ caso esteja OK e ‘N’ caso não seja validado o dígito verificador.


create or replace function valida_dig_inscest_BA(pInscEstadual varchar2) return varchar2 is
v_IE varchar2(10);

idig1 number;
idig2 number;

iRes1 number;
iRes2 number;

cBase1 number;
cBase2 number;
begin
v_IE := rtrim(replace(replace(replace(pInscEstadual, '.', ''), '-', ''), '/', ''));

if length(v_IE) <> 8 then
return('N');
end if;

iRes1 := 0;
iRes2 := 0;

cBase1 := substr(v_IE, 1, 6);
iDig1 := substr(v_IE, 7, 1);
iDig2 := substr(v_IE, 8, 1);

--Se o primeiro dígito for um dos testados, modulo 10, senao, modulo 11
if(substr(cBase1, 1, 1) in (0, 1, 2, 3, 4, 5, 8)) then
--Faz um loop de 7 até 2...
for i in reverse 2 .. 7 loop
--Verifica se o numero encontrado é válido.
if instr('0123456789', SubStr(cBase1, (7-i)+1, 1)) > 0 Then
--Sendo válido, já soma com a multiplicação pelo indice.
ires2 := ires2 + (SubStr(cBase1, (7-i)+1, 1) * i);
else
return('N');
end if;
end loop;

--Recupera o resto do calculo realizado por 10
ires2 := mod(ires2, 10);

--Se for 0, o digito é zero.
if(ires2 = 0) then
ires2 := 0;
--Se não for zero, subtrai o valor de 10
else
ires2 := 10 - ires2;
end if;

--O numero para o calculo do primeiro digito, é os 6 primeiros + o digito 2
cBase2 := cBase1||ires2;

--Faz um loop de 8 até 2...
for i in reverse 2 .. 8 loop
--Verifica se o numero encontrado é válido.
if instr('0123456789', SubStr(cBase2, (8-i)+1, 1)) > 0 Then
--Sendo válido, já soma com a multiplicação pelo indice.
ires1 := ires1 + (SubStr(cBase2, (8-i)+1, 1) * i);
else
return('N');
end if;
end loop;

--Recupera o resto do calculo realizado por 10
ires1 := mod(ires1, 10);

--Se for 0, o digito é zero.
if(ires1 = 0) then
ires1 := 0;
--Se não for zero, subtrai o valor de 10
else
ires1 := 10 - ires1;
end if;

--Se resultado 1 e 2 iguais a digitos 1 e 2, é válido
if(ires1 = idig1 and ires2 = idig2) then
return('S');
else
return('N');
end if;
--Se começa com 6, 7 ou 9
else
--Faz um loop de 7 até 2...
for i in reverse 2 .. 7 loop
--Verifica se o numero encontrado é válido.
if instr('0123456789', SubStr(cBase1, (7-i)+1, 1)) > 0 Then
--Sendo válido, já soma com a multiplicação pelo indice.
ires2 := ires2 + (SubStr(cBase1, (7-i)+1, 1) * i);
else
return('N');
end if;
end loop;

--Recupera o resto do calculo realizado por 11
ires2 := mod(ires2, 11);

--Se for 0, o digito é zero.
if(ires2 = 0) then
ires2 := 0;
--Se não for zero, subtrai o valor de 11
else
ires2 := 11 - ires2;
end if;

--O numero para o calculo do primeiro digito, é os 6 primeiros + o digito 2
cBase2 := cBase1||ires2;

--Faz um loop de 8 até 2...
for i in reverse 2 .. 8 loop
--Verifica se o numero encontrado é válido.
if instr('0123456789', SubStr(cBase2, (8-i)+1, 1)) > 0 Then
--Sendo válido, já soma com a multiplicação pelo indice.
ires1 := ires1 + (SubStr(cBase2, (8-i)+1, 1) * i);
else
return('N');
end if;
end loop;

--Recupera o resto do calculo realizado por 10
ires1 := mod(ires1, 11);

--Se for 0, o digito é zero.
if(ires1 = 0) then
ires1 := 0;
--Se não for zero, subtrai o valor de 10
else
ires1 := 11 - ires1;
end if;

if(ires1 = idig1 and ires2 = idig2) then
return('S');
else
return('N');
end if;
end if;
end;

É isso aí gente, espero que seja útil.

Atc.
Gerson Júnior
gerson.vasconcelos@gmail.com

JOB no ORACLE – Definindo a periodicidade. (INTERVAL)

Fala PessoALL,

Bom, atendendo à dica do amigo Alessandro Varela (http://blogdovarela.com.br) hoje falarei sobre: Como definir corretamente a periodicidade da execução dos seus Job’s! Complica não? É nada!! Vamos lá!

Espero que todos tenham lido o post que fiz falando sobre Job’s, caso não tenha lido, ainda dá tempo, basta ler o post Jobs no Oracle.

Bom, quando fazemos a criação de um Job, é porque temos a necessidade que uma determinada tarefa seja executada de tempos em tempos, e para isso geralmente precisamos definir um intervalo para que o Job seja executado novamente. Por exemplo: Quero que meu Job rode a cada hora, quero que meu Job rode todo dia de 23:00, quero que meu job rode a cada 5 minutos, e assim por diante. Só que no momento de fazer esta parametrização é quando começa a confusão, pois, as pessoas esquecem de que o Job vai rodar sozinho e ele é quem tem que definir a próxma execução! Para simplificar isso, vamos lá!

Todo mundo lembra no post anterior que eu falei que para criar um Job usamos a package DBMS_JOB e a procedure DBMS_JOB.SUBMIT(...), certo? Pois é, nesta procedure, um dos parâmetros que é passado é um tal de INTERVAL, ou seja, o intervalo entre cada execução do seu Job. É aqui que mora o X (xis) da questão! É neste parametro que vamos informar de quanto em quando tempo nosso Job vai rodar.

O que tem que ser considerado aqui, é que o Job será executado automaticamente (essa é a razão do seu existir) e é justamente por isso que rola a confusão, quando este parâmetro for usado já não estaremos mais na data “agora”, estaremos na data de execução do Job, sei lá, 23:00! E aí o banco vai usar este parâmetro INTERVAL para setar o campo NEXT_DATE, que é a próxima data em que o Job será executado, ou seja você tem que levar em consideração que o banco sempre vai usar sysdate para calcular este valor.

Como é de rotina, vamos para os exemplos que tudo vai ficar mais claro.
Exemplos mais comuns:

Job para rodar de hora em hora:
Interval -> ‘sysdate + 1/24’
Ou seja, se este Job rodar dia 25/10/2009 às 14:00, quando for somada 1 hora, teremos 15:00 como NEXT_DATE.

Job para rodar a cada 5 minutos.
Interval -> ‘sysdate + 5/1440’
Ou seja, se este Job rodar dia 25/10/2009 às 14:00, quando for somado 5 minutos (1/1440), teremos 14:05 como NEXT_DATE.

Job para rodar uma vez por mês:
Interval -> ‘add_months(sysdate, 1)’
Ou seja, se executar dia 25/10/2009, aplicando este valor acima, teriamos 25/11/2009 como NEXT_DATE.

Esse foi um dos casos mais estranhos, pedido através do blog pra mim…
Job para rodar em um dia específico a cada ano e numa determinada hora:
‘add_months(to_date(to_char(sysdate, ”DD/MM/YYYY”)||” 05:00”, ”DD/MM/YYYY HH24:MI”), 12)’
Ou seja, se o job rodar dia 25/10/2009 as 15:00, e aplicarmos esta fórmula aí, teremos 25/10/2010 05:00 como NEXT_DATE.

Uma dica legal para você fazer esta fórmula que será o NEXT_DATE do seu Job é dar select em sysdate usando a dual. Que eu creio ser o que o banco faz na hora de rodar o Job.

Por exemplo:
Se executarmos o comando:
select sysdate, sysdate + 1/24 from dual
Vamos obter como retorno:

sysdate sysdate + 1/24
20/10/2009 15:55:35 20/10/2009 16:55:35

Isso aí nos dá a hora atual e a hora atual somado 1 hora. Assim você monta seu NEXT_DATE facilmente!

É isso pessoal, espero que tenha ficado claro e que daqui pra frente seja mais fácil montar seus Jobs para as mais diversas necesidades.

Qualquer coisa, estamos por aqui!

Atc.
Gerson Júnior
gerson.vasconcelos@gmail.com